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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sermão de Casamento – Mario Quintana

Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre:

"Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?"
Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e, portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

- Promete se deixar conhecer?

- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?


Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros."

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cadeia da Infelicidade


O marido precisa aprender a nutrir a esposa por pelo menos três razões: primeira, isso é fundamental para a saúde dela. Segunda, se ele não a nutrir, ela vai substituí-lo pelo trabalho, pela bebida, comportamento delinqüente ou conduta anti-social, além do risco de traição. Terceira, se o marido não alimentar a esposa, ela não poderá alimentar adequadamente os filhos, que se tornarão raquíticos emocionais. Aí terão problemas de hostilidade e vícios associados com a raiva e a rejeição. O pai afeta a mãe, que afeta os filhos, que afetam os pais. Carinho é o remédio para se evitar uma cadeia de infelicidade em muitas famílias.

Há muitos casamentos desabando por causa da desnutrição afetiva. Há casais adoecendo e morrendo prematuramente por falta de um abraço, um beijo, demonstração de compreensão e companheirismo. O custo material e emocional disso é demasiadamente alto, mas tudo pode ser resolvido com autocrítica, boa vontade, esforço e envolvimento. Basta reconhecer a situação e trabalhar para mudar. Quando alguém afirma: “Meus pais não me deram carinho e serei assim até morrer”, está permitindo que sua vida seja controlada por outros e, pior ainda, transfere o mesmo mal para as gerações seguintes, que nada têm a ver com isso.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O casamento cria ou revela problemas?

Certa mulher perguntou a um conselheiro matrimonial se o seu marido deveria vir para consulta por causa da raiva que ele tinha depois que um acidente de automóvel o deixou paralítico. A resposta do terapeuta foi a seguinte: “Terei muito prazer em atender seu marido, mas é preciso que algo fique claro. Não foi o acidente que o deixou raivoso: o seu marido sempre foi irado, e o acidente apenas revelou isso”.

A ira normalmente é trazida para o relacionamento, ainda que não exista nada que cause tanto conflito quanto os relacionamentos íntimos.

No matrimônio é impossível esconder as frustrações do passado. Para ser libertado da ira, a parte irada precisa admitir que a ira é uma escolha. Cada homem e mulher é o seu próprio céu ou inferno.

Cada cônjuge necessita de 10 segundos preciosos antes de dizer algo do que vai se arrepender. Se a responsabilidade pela ira interior for aceita, o casamento anda em direção à bonança. Se a responsabilidade pela ira interior for jogada sobre o outro, cria-se a divisão.

Quando amamos a fruta, podemos arar e fertilizar o solo ai redor da raiz. Se odiarmos a fruta, podemos cortar a raiz com um machado. A raiz da raiva está mais freqüentemente nas frustrações normais da vida do que no lar. É muito bom para o relacionamento quando o casal simplesmente pergunta: Por quê? “Por que você está tão brabo? O que aconteceu hoje? O que está frustrando você no trabalho?” Ao fazerem isso, a raiz da raiva pode ser revelada.

Ninguém disse mais coisas boas sobre o casamento, em poucas palavras, do que Joseph Addison quando escreveu: “Duas pessoas que escolheram um ao outro dentre todos os outros da espécie, com a intenção de serem o consolo e a diversão mútua, se obrigaram, na realidade, a serem bem humoradas, afáveis, discretas, perdoadoras, pacientes e alegres com as fragilidades e imperfeições do outro, até o fim de suas vidas”.

Finalizando, a Palavra de Deus vai nos ensinar em Tiago 1.2-4 que devemos nos alegrar com as provações, porque elas farão com que a prova da nossa fé vá produzir perseverança e esta perseverança terá que ter uma ação completa a fim de que sejamos maduros e íntegros, sem nos faltar coisa alguma.