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domingo, 21 de fevereiro de 2010

MANÁ DA SEGUNDA - 22 de fevereiro de 2010

Começando um Novo Final

Por Robert J. Tamasy

Já se passaram dois meses do novo ano e, se você é igual a muitas pessoas, já pensou em alguma coisa que gostaria de ter feito de outro modo. Ou, quem sabe, você esteja incomodado ou sentindo-se perseguido por uma decisão tomada, da qual se arrepende. Ah! Se pudesse fazer tudo outra vez! Os jogadores de golfe conhecem isso como “mulligan” - permissão dada pelos companheiros para uma segunda tacada, quando a primeira foi muito ruim. Infelizmente a vida real raramente nos oferece oportunidade de uma “segunda tacada”. Precisamos viver com atos e decisões ruins e geralmente aceitar suas conseqüências.

Recentemente alguém me enviou uma citação que aborda esse dilema: “Ninguém pode fazer um novo começo, mas pode começar hoje e fazer um novo final”. Parece um raciocínio sólido. Seja no golfe, na abertura de um novo negócio ou no estabelecimento de novo relacionamento, tem-se a oportunidade de recomeçar. Como um atleta em prova de curta distância, se “queimarmos” a largada, teremos uma nova partida.

O que em sua vida você gostaria de fazer de modo diferente ou mesmo refazer? Sua opção de carreira não foi sábia? Alguém lhe ofereceu uma oportunidade que não está mais disponível? Os investimentos mostraram-se inseguros? Ou causou danos irreparáveis ao seu relacionamento? Infelizmente não importa o quanto desejamos que as coisas sejam diferentes: o que está feito, está feito e não pode ser desfeito! O que fazer, então, daqui para frente? Nossos começos são fundidos em concreto, mas podemos recomeçar e trabalhar para um novo e promissor final. A Bíblia tem muito a dizer sobre isso:


Deixe os fracassos para trás e renove o compromisso com seus objetivos. É contra producente ficar preso a um passado que não pode ser alterado. Depois de reavaliar onde queremos chegar, como pretendemos chegar e como saber que chegamos, mantenhamos concentração até o destino final. “Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3.13-14).

Olhar sempre para trás fará o caminho à frente sempre tortuoso e errático. O fazendeiro que dirige o trator para arar seu campo mantém o foco concentrado à sua frente, sabendo que olhar para trás fará que ele deixe de manter retos os canteiros que está cultivando. “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade” (II Timóteo 2.15).

Reminiscências do passado são incompatíveis com o presente e o futuro.Deixe o passado no passado”, costuma-se dizer. Geralmente um novo começo, com total afastamento do que aconteceu é o melhor curso de ação em busca do futuro desejado. “Ninguém tira um remendo de roupa nova e o costura em roupa velha; se o fizer, estragará a roupa nova, além do que o remendo da nova não se ajustará à velha” (Lucas 5.36).

Próxima semana tem mais!



Texto de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta. Georgia, USA. Com mais de 30 anos de trabalho como jornalista, é co-autor e editor de nove livros.Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes (fortes@cbmc.org.com)


MANÁ DA SEGUNDA® é uma refelxão semanal do CBMC - Conecting Business and Marketplace to Christ, organização mundial, sem fins lucrativos e vínculo religioso, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial. © 2009 - DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL - E-mail: liong@cbmc.org.br -Desejável distribuição gratuita na íntegra. Reprodução requer prévia autorização. Disponível também em alemão, espanhol, inglês, italiano e japonês.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

ANTES DE TUDO O CASAMENTO

Quando os filhos revelam problemas no casamento, então está na hora de fazer algumas mudanças.
Por Gary Chapman

“Pensei que ter um filho faria com que eu e meu marido nos aproximássemos e fôssemos felizes”, disse-me a mulher. “Mas, depois que o nenê nasceu, nosso casamento desmoronou. Meu marido não entende por que estou sempre tão cansada. Reclama porque não faço mais tortas de cereja. Parece que estou atolada em fraldas e vômito, e ele resmungando por causa de tortas de cereja!”
Muitas mães de recém-nascidos sentem-se isoladas, sobrecarregadas e rejeitadas ou desprezadas pelo marido. Enquanto isso, muitos pais sentem-se deixados de lado, rejeitados e sem importância. Acabam ressentidos não contra o bebê, mas contra a atenção que a esposa dá ao bebê: “Ela nunca tem tempo para mim. É tudo sempre para o bebê”.

Qual o motivo dos conflitos?
Quando o filho chega ao casamento, surgem conflitos em potencial. Uma criança acarreta mais trabalho. Para quem? A mãe ou o pai? Mais trabalho implica em mais tempo. De quem? Da mãe ou do pai? Mais trabalho significa mais energia. De quem? Um filho requer mais dinheiro. Que dinheiro? Aquele que usávamos para restaurantes e diversão?
Pesquisas mostram que a mãe sente o impacto no casamento com mais força nos primeiros seis meses do bebê, quando tenta se ajustar às maiores exigências de tempo e energia. O marido, por sua vez, sente os efeitos com mais força de seis meses a um ano e meio depois do nascimento. Nessa fase, ele sente que a esposa está mais crítica, o apóia menos e se afasta sexualmente.
O fato é que criar filhos é um empreendimento conjunto que requer comunicação, entendimento, amor e disposição para se comprometer. Casais que não desenvolveram essas atitudes e habilidades antes da chegada do bebê não as encontrarão automaticamente na hora que o filho nascer. Nunca pense que um bebê vai criar um bom casamento. Isso não é responsabilidade da criança. E ela também não cria problemas, mas pode revelá-los.
Em minha experiência, as questões que geram mais conflitos entre marido e esposa – em qualquer estágio da vida – são: divisão do trabalho, falta de tempo para o casal, relacionamento sexual deficiente, controle do dinheiro, necessidade de tempo sozinho, relacionamento com os sogros e diferença nas estratégias para criar filhos. Como um casal pode se identificar e crescer nessas áreas de dificuldade?

Abordagem positiva
1. Faça do casamento a prioridade. A maioria das pessoas reconhece que um dos maiores presentes que pode dar aos filhos é um casamento forte e cheio de amor. Então, não há motivo para não decidir colocar o casamento em primeiro lugar.
2. Compartilhe sua decisão com seu cônjuge. Talvez ele se una a você, adotando a idéia de fazer do casamento uma prioridade. Provavelmente, está tão aborrecido com a situação presente quanto você.
3. Faça, você sozinho, uma lista do que gostava mais antes do nascimento dos filhos. Mostrem as listas um para o outro e retomem alguns dos momentos de que mais gostavam naquela fase do casamento.
4. Relacione cinco elementos que você pensa que melhorariam seu casamento agora. Avalie a lista, classificando cada item como realista, irreal ou talvez. Mostrem a lista um ao outro. Vejam se concordam em pelo menos um ponto para colocarem em prática nesta semana.
5. Uma ou duas semanas depois, releia a lista de áreas de conflito e marque a que tem incomodado mais. Depois, relacione a segunda e a terceira. Façam isso separadamente. Em seguida, mostrem as listas um para o outro. Tomem a área número um em cada lista e conversem sobre mudanças possíveis. Procurem soluções agradáveis. Isso exige disposição para deixar o cônjuge pensar e sentir de forma diversa da sua, e requer respeito pelos pensamentos e sentimentos do outro. Em vez de discutir, disponha-se a mudar, fazer concessões e procurar soluções com as quais possa concordar.
6. Nas próximas semanas (talvez uma semana sim, outra não), aborde a segunda área de conflito e depois a terceira. Talvez vocês sintam vontade de continuar com a lista, esforçando-se para progredir em todas as principais áreas de conflito. Conversem com outros casais sobre soluções possíveis nas áreas em que têm dificuldade para encontrar um ponto de acordo. Não são só vocês que lutam. Não há motivo para não se beneficiar com a experiência de casais mais velhos ou de bons conselheiros.

Gary Chapman, Ph.D., é casado há mais de 45 anos com Karolyn. “Doctor Love” (ou Doutor Amor, como é conhecido nos EUA) já escreveu mais de 15 livros, sendo a grande maioria sobre relacionamento afetivo, o que faz de Chapman um dos maiores autores do mundo no gênero. Seu livro mais conhecido é As cinco linguagens do amor.

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