segunda-feira, 22 de março de 2010

MANÁ DA SEGUNDA - 22 de março de 2010


O Significado do Relacionamento

Por Jim Mathis

Davi, amigo meu, falou ao meu amigo Eduardo que gostaria de conhecê-lo melhor e se tornar seu amigo. Dias mais tarde Davi recebeu pelo correio uma cópia autografada da autobiografia de Eduardo. Um bilhete acompanhando o livro sugeria que Davi encontraria nele tudo o que desejava saber. Se tivesse alguma pergunta ele tinha liberdade para ligar. É compreensível que Davi tenha se sentido rejeitado. Ele queria um relacionamento com Eduardo e não dados sobre ele.

Escrevi um livro autobiográfico e nele discorri extensamente sobre vários assuntos. Embora presuma que muitos amigos meus tenham lido pelo menos parte dele, jamais confundiria esse tipo de atividade com amizade ou relacionamento significativo.

Tempo e experiências compartilhados. Relacionamentos são construídos em torno de momentos e experiências compartilhados não com base em informações. Existe um paralelo com o que encontramos na Bíblia. Deus escreveu o que equivale a uma autobiografia. Mas como toda autobiografia os 66 livros da Bíblia são histórias, ensinamentos, poesias e compreensão sobre seu Autor. Ler sobre Deus e tudo o que Ele fez não significa ter relacionamento com Ele.

Não devemos cultuar mais o Livro do que seu Autor ou o desejo de passar tempo na presença Dele. Minha mãe escreveu suas memórias e eu apreciei sua leitura. Mas meu amor por ela é infinitamente maior que por seu livro. Por tê-lo lido passei a conhecê-la melhor e a compreender com mais clareza o que ela experimentou na vida. Mas o que aprendi com o livro não define meu relacionamento com ela.

Relacionamentos exigem esforço. Podemos trocar mensagens de voz ou e-mails mas dificilmente eles seriam substitutos aceitáveis no desenvolvimento produtivo e agradável de relacionamentos no ambiente de trabalho. Isso requer investimento mútuo em tempo, energia, interesse e preocupação sinceros. Você certamente não iria a uma entrevista de emprego ou reunião com um cliente em potencial dizendo, “Não vamos perder tempo conhecendo-nos um ao outro; leia meu livro – ele tem tudo o que precisa saber sobre mim”.

O mesmo acontece em relação a Deus. Seria penoso tentar compreender quem Ele é sem ler e estudar a Bíblia. Mas ter relacionamento com Ele é diferente. É preciso gastar tempo e compartilhar a vida com Ele de maneira significativa. Jesus instruiu: “Permaneçam em Mim, e Eu permanecerei em vocês” (João 15.4). Ele prometeu que, assim fazendo, viveríamos de maneira frutífera e agradável aos Seus olhos.

Demonstrando o que sabemos. Uma coisa que me deixa intrigado é por que pessoas devotas parecem conhecer pouco sobre a Bíblia, enquanto outras que exibem grande conhecimento dela, demonstram pouco amor e compaixão pelos outros, qualidades que moldam o relacionamento de Deus com Seu povo. Como empresário, marido, filho, artista e músico, venho tentando manter equilíbrio, aprendendo a respeito de Deus através do processo de estudo da Bíblia, mas não me deixando aprisionar pelos estudos, de modo a falhar no desenvolvimento de um relacionamento pessoal com Ele e fracassar em ser participante voluntário de Seus propósitos.

Próxima semana tem mais!

Sua vida!



Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão...
À medida que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por pensar que são importantes.
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais, então você pode escolher: ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.
Você pode ficar a vida inteira esperando, Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala.
Mas, o que tirar? Você começa tirando tudo para fora... veja o que tem dentro: Amor, Amizade...nossa!!! Tem bastante, curioso, não pesa nada...
Tem algo pesado.... Você faz força para tirar.... Era a Raiva - como ela pesa!
Aí você começa a tirar, tirar e aparece a Incompreensão, Medo, Pessimismo... Nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala.... Mas você puxa-o para fora com toda a sua força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem...
Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade... Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo tira pra fora um monte de Tristeza...
Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante....
Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância e o Bom e Velho Humor.
Tirem a Preocupação também. Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela...
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Mas, pense bem o que vai colocar dentro da mala de novo, hein...
Agora é com você. E não se esqueça de fazer essa arrumação mais vezes, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO, e sua bagagem, poderá pesar novamente.
Uma semana formidável para você...

segunda-feira, 15 de março de 2010

MANÁ DA SEGUNDA - 15 de março de 2010



Graça e Mercado de Trabalho

Por Robert J. Tamasy

De tempos em tempos ouvimos pessoas discutindo os méritos de diferentes religiões e sistemas de crenças. Porém, um dos aspectos que é único apenas no cristianismo é o conceito de graça, definida como “favor imerecido” ou “aceitação incondicional”. Graça não é algo que possa ser conquistado, tampouco algo que recebemos por que a merecemos. Ao contrário, graça é receber o que não merecemos.

Graça é um conceito estranho ao mercado. Fala-se em “ganhar a vida”. Há profissionais, especialmente da área de vendas, que recebem bônus pela sua performance, segundo o volume de negócios que gera para sua empresa, ou o desempenho da companhia sob sua liderança. Com que frequência ouve-se falar deempregados mantidos sem o "merecerem”, quando deviam ser despedidos?

Refletindo sobre minha carreira de jornalista, posso lembrar de muitas vezes em que fui beneficiado pela graça, ocasiões em que, se eu fosse meu chefe, provavelmente eu teria me despedido. Em meu primeiro ano como editor de jornal, contrariado com o debate durante uma reunião da prefeitura, levantei-me para dizer o que pensava. Inexperiente, ainda sem consciência que meu trabalho consistia em relatar notícias e não criá-las. Como resultado, meu supervisor recebeu queixa sobre minha atitude. Graciosamente ele relevou meu equívoco jornalístico, atribuindo-o à exuberância e ingenuidade de minha juventude, alertando-me a jamais cometer o mesmo erro.

Na Bíblia encontramos inúmeros exemplos de graça: Jacó, que enganou seu irmão Esaú, tomando-lhe a primogenitura; José, que ostentava ser o favorito de seu pai diante de seus irmãos; Moisés, que matou o capataz egípcio ;Davi,o rei que se envolveu em adultério e tentou encobrir o fato determinando a morte do marido da mulher que seduzira. Cada um deles foi usado por Deus de maneira extraordinária.

Jesus frequentemente ofereceu graça aos Seus “trabalhadores”. Em João 15.16 Ele lembrou ao atabalhoado grupo de seguidores: “Vocês não Me escolheram, mas Eu os escolhi para irem e darem frutos”. Mais tarde, depois de Simão Pedro havê-lo negado três vezes, Ele perdoou o impetuoso discípulo e o instruiu: “Cuide das Minhas ovelhas” (João 21.17). Com aquelas poucas palavras, sem rodeios, Pedro foi restaurado ao serviço.

Obviamente um empregado pode ser inadequado para um trabalho específico. Um comportamento antiético ou imoral pode fazer que a demissão seja a única saída. Mas algumas vezes, quando alguém não “está à altura”, oferecer graça pode fazer a diferença, no que diz respeito ao indivíduo vir a ser um membro valioso e produtivo da equipe.

Próxima semana tem mais!

segunda-feira, 8 de março de 2010

MANA DA SEGUNDA - O Poder da Gentileza

Por Rick Boxx

Minha esposa e eu estávamos celebrando o aniversário de casamento em nosso restaurante preferido. Quando terminamos o prato principal, o garçom que nos servia, nos trouxe uma deliciosa sobremesa com os cumprimentos de Lilly, uma conhecida com quem cruzamos no restaurante nessa mesma noite.

Devido a experiências não muito agradáveis que tivéramos com Lilly no passado, ficamos extremamente surpresos ao sermos alvo de sua inesperada generosidade. Ao deixar o restaurante levamos conosco uma nova descoberta do caráter benevolente dela, uma características que não conhecíamos antes.

No ambiente de trabalho a maioria de nós aprendeu que não é incomum enfrentarmos relacionamentos tensos e sentimentos de ira sobre uma série de questões. Por vezes, a tensão é o resultado positivo de um conflito criativo, mas geralmente, ao contrário, é resultante de competição, inveja, ciúme ou simplesmente animosidade entre pessoas de personalidades, valores e objetivos diferentes. Embora tais circunstâncias possam ser vistas como normais, elas não devem ser ignoradas, pois podem se tornar nocivas e contraproducentes se não tratadas apropriadamente.

Precisamos aprender a abordar tais questões e resolvê-las, se quisermos sustentar relacionamentos de trabalho efetivos e duradouros.

Voltando a pensar na Lilly, lembrei-me do texto bíblico em Provérbios 21.14, que ensina: “O presente que se faz em segredo acalma a ira, e o suborno oferecido às ocultas apazigua a maior fúria.” Pode soar simplista, mas mostrar gentileza e generosidade sob a forma de um simples presente pode ajudar a pacificar a ira. Isto não quer dizer que devemos procurar “comprar” a solução de conflitos interpessoais. O melhor é procurar a pessoa com quem mantemos uma disputa e discutir o problema de maneira civilizada e educada.

Uma outra passagem bíblica afirma que, “Quem tem conhecimento é comedido no falar, e quem tem entendimento é de espírito sereno” (Provérbios 17.27). Um outro versículo amplia esta ideia: “Sem lenha a fogueira se apaga; sem o caluniador morre a contenda” (Provérbios 26.20). Se soubermos abordar de maneira apropriada a causa de um desentendimento ou conflito, sem adicionar mais combustível ao fogo, podemos ser capazes de curar um relacionamento deteriorado.

É de conhecimento geral que ações falam mais alto do que palavras. Juntamente com expressões verbais de desculpas ou desejo de reconciliação, um gesto de gentileza é capaz de confirmar que nossos intentos são genuínos. Isso pode envolver, como aconteceu com Lilly, um pequeno presente surpresa. Ou algo simples como um cartão ou nota, comunicando por escrito nosso desejo ou preocupação de deixar de lado a razão da contenda.

Sem um gesto de gentileza o conflito pode persistir indefinidamente, como nos lembra Provérbios 18.19: "Um irmão ofendido é mais inacessível do que uma cidade fortificada, e as discussões são como as portas trancadas de uma cidadela.”

Se você tem diferenças não resolvidas com alguém, hoje seria um bom dia para começar a resolvê-las.

Próxima semana tem mais!


Rick Boxx é presidente e fundador da "Integrity Resource Center", escritor internacionalmente reconhecido, conferencista, consultor empresarial, CPA, ex-executivo bancário e empresário. Adaptado, sob permissão, de "Momentos de Integridade com Rick Boxx", um comentário semanal acerca de integridade no mundo dos negócios, a partir da perspectiva cristã. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes (fortes@cbmc.org.com)


MANÁ DA SEGUNDA® é uma refelxão semanal do CBMC - Conecting Business and Marketplace to Christ, organização mundial, sem fins lucrativos e vínculo religioso, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial. © 2008 - DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL - E-mail: liong@cbmc.org.br -Desejável distribuição gratuita na íntegra. Reprodução requer prévia autorização. Disponível também em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e japonês.


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